Se tem uma bactéria que dá trabalho no dia a dia do hospital é a Klebsiella pneumoniae. Ela não apenas sabe escapar dos antibióticos como ainda faz isso com elegância: produz ESBL, carbapenemase, ativa bombas de efluxo e fecha porinas. Resultado? Escolher o antibiótico certo virou arte — e ciência, claro.
Hoje, vamos te mostrar como raciocinar o tratamento a partir de 3 casos clínicos reais, interpretando o antibiograma e entendendo os mecanismos de resistência. Porque na InfectoFlix a gente descomplica até a KPC.
Caso 1 – Diverticulite complicada com abscesso abdominal
Mulher, 44 anos, dor em fossa ilíaca esquerda, febre, leucocitose e abaulamento abdominal. Não há sinais de peritonite ou instabilidade hemodinâmica. A partir da presunção clínica de diverticulite, foi solicitada uma TC de abdome com contraste, evidenciando os divertículos e inflamação pericólica, bem como a formação de um abscesso pericólico associado a infecção. Foi solicitada abordagem cirúrgica para drenagem do abscesso e coleta de amostras para cultura e Teste de Sensibilidade aos Antimicrobianos (TSA), o resultado está evidenciado abaixo:
Caso 2 – Pneumonia adquirida no hospital (PAH)
Caso 3 – Pielonefrite Aguda
Conclusão: Klebsiella não é só ceftriaxona e pronto
O tempo em que tratávamos todas as Klebsiella com ceftriaxona acabou. Hoje, você precisa entender o mecanismo de resistência envolvido — se é ESBL, KPC, NDM ou OXA — para escolher o antibiótico certo e evitar falha terapêutica.
E lembre-se: sempre olhe o mCIM/eCIM e leia o antibiograma com carinho. Ele te diz mais do que parece.
Curtiu a aula prática?
Tem mais casos como esses no blog da InfectoFlix — onde a Infectologia se explica sem enrolação.
Acesse agora e compartilhe com aquele colega que ainda trata ESBL com piperacilina-tazobactam…
Se quiser ver mais casos interessantes da Klebsiella pneumoniae, confira uma aula exclusiva da InfectoFlix sobre este assunto aqui ⬇️
Fontes
Quer conhecer mais sobre o melhor curso de Antibióticos do Brasil? Clique no botão abaixo:
