Quando falamos de infecções por Escherichia coli, a maioria dos colegas já pensa direto na ceftriaxona ou no bom e velho ciprofloxacino. Mas será que a E. coli continua tão previsível assim? Spoiler: não.
Nesta matéria, você vai ver dois casos clínicos reais, baseados em antibiogramas, que mostram como a escolha terapêutica depende da interpretação microbiológica cuidadosa. Vamos sair do automático e aprender a tratar a E. coli com raciocínio clínico, farmacológico e microbiológico.
Caso 1 – Apendicite complicada com abscesso intra-abdominal
Mulher, 55 anos, comparece a unidade de Pronto-Atendimento com dor intensa em fossa ilíaca direita e Sinal de Blumberg positivo no ponto de McBurney, náuseas e vômitos, febre e sinais inflamatórios sistêmicos. A partir da suspeita clínica de apendicite, foi solicitada uma ultrassonografia de fossa ilíaca direita com achado de apendicite perfurada com formação de abscesso periapendicular. A partir da confirmação diagnóstica, a paciente foi encaminhada para apendicectomia por via aberta para limpeza da cavidade abdominal e coleta do conteúdo do abscesso para cultura e antibiograma, evidenciados abaixo:
Caso 2 – Pneumonia Adquirida no Hospital (PAH)
Conclusão: E. coli não é só cistite
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Fontes
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