Por muitos anos, a gentamicina reinou ao lado dos β-lactâmicos no tratamento da endocardite bacteriana. Mas, com o avanço das evidências e o peso da toxicidade, será que ainda faz sentido mantê-la no time?
É o que iremos discutir neste artigo! Continue a leitura.
Por que os aminoglicosídeos foram associados ao tratamento da endocardite?
A ideia era simples — e poderosa: combinar duas classes de antibióticos com mecanismos diferentes para obter um efeito sinérgico. Isso foi especialmente aplicado nos casos causados por Enterococcus faecalis e alguns estreptococos, onde a adição de gentamicina aos β-lactâmicos aumentava a atividade bactericida e acelerava a esterilização das válvulas cardíacas infectadas.
Outra justificativa adotada foi no tratamento de Endocardite Infecciosa de Prótese Valvar por Staphylococcus aureus. A terapia combinada com aminoglicosídeos foi adotada para a erradicação completa do biofilme bacteriano, especialmente para erradicação das bactérias planctônicas, que são aquelas com metabolismo lento que residem no fundo dos biofilmes – isoladas das outras bactérias e mais difíceis de vencer.
Por décadas, essa associação foi considerada padrão-ouro. Mas ela não vinha sem custos.
E o preço foi alto: nefrotoxicidade
O que dizem as novas diretrizes?
Quais são as principais indicações que ainda permanecem?
Mas atenção: nesses casos, o monitoramento da função renal precisa ser rigoroso e contínuo.
Como ficam os esquemas empíricos e dirigidos?
Tratamento empírico da endocardite infecciosa:
Menos gentamicina. Mais segurança.
Fontes
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