Diagnóstico da Mpox
O diagnóstico da Mpox é baseado na avaliação clínica e pode ser confirmado por exames laboratoriais, sendo essencial para diferenciar de outras doenças, como varicela, herpes simples e sífilis secundária.
🧪 Diagnóstico Laboratorial
1️⃣ Teste Molecular – PCR (Padrão-Ouro)
• O exame de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) em tempo real é o método mais confiável para a detecção do DNA viral.
• A amostra é coletada diretamente das lesões cutâneas, incluindo líquido das vesículas, crostas ou material de biópsia.
• Esse teste apresenta alta especificidade e sensibilidade, permitindo a identificação do Clado viral e auxiliando no rastreamento epidemiológico.
2️⃣ Exames Complementares
• Hemograma: Pode revelar leucocitose leve ou linfocitose.
• Dosagem de PCR e VHS: Indicadores inflamatórios que podem estar elevados em casos mais graves.
• Função hepática e renal: Essencial para avaliar possíveis complicações sistêmicas.
• Pesquisa de infecções concomitantes: Como a Mpox pode se manifestar junto a outras infecções, especialmente em pacientes imunossuprimidos, testes para ISTs (HIV, sífilis, herpes) podem ser indicados.
📌 Importante: O diagnóstico definitivo deve ser feito em laboratórios de referência, e os casos suspeitos devem ser notificados às autoridades de saúde para monitoramento e contenção da transmissão.
Como a Mpox é transmitida?
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas ou objetos contaminados.
🔬 Principais formas de transmissão:
✔ Contato direto com lesões cutâneas ou fluidos corporais.
✔ Secreções respiratórias em gotículas grandes (transmissão por contato próximo e prolongado).
✔ Contato com roupas, roupas de cama e superfícies contaminadas.
✔ Transmissão vertical (mãe para o bebê durante a gravidez).
✔ Relações sexuais (embora a Mpox não seja uma IST, o contato íntimo favorece a transmissão).
Não há evidências de transmissão aérea sustentada, como ocorre com o sarampo ou a COVID-19.
Como prevenir a Mpox?
✅ Evite contato direto com pessoas infectadas.
✅ Higienize mãos com água e sabão ou álcool 70%.
✅ Não compartilhe objetos pessoais como roupas, toalhas e talheres.
✅ Isolamento de casos confirmados até a completa cicatrização das lesões.
✅ Profissionais de saúde devem utilizar EPI completo, incluindo máscara N95.
✅ Pessoas com risco elevado podem ser vacinadas.
📌 Vacinação contra a Mpox
A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção contra a Mpox, especialmente para grupos de risco. No Brasil, a vacinação contra a Mpox já está disponível para populações vulneráveis, mas a proteção contra o Clado Ib, recentemente identificado no país, ainda está sendo estudada.
💉 Quais vacinas estão disponíveis?
Atualmente, duas vacinas principais são utilizadas contra a Mpox:
✔ JYNNEOS™ (Imvamune/Imvanex) – Vacina de vírus atenuado não replicante, aprovada para prevenção da Mpox e da varíola tradicional.
✔ ACAM2000 – Vacina de vírus vacínia replicante, utilizada para prevenção da varíola e com eficácia parcial contra a Mpox.
A vacina JYNNEOS™ é a mais indicada por apresentar menos efeitos adversos e melhor perfil de segurança, sendo recomendada para:
🔹 Pessoas com risco aumentado de exposição (profissionais de saúde, laboratoristas e grupos de risco).
🔹 Indivíduos imunossuprimidos.
🔹 Pessoas com histórico de contato com casos confirmados (uso pós-exposição).
📌 A vacina protege contra o Clado Ib?
Estudos indicam que a vacina JYNNEOS™ tem boa proteção contra o Clado II do vírus Mpox, predominante no surto de 2022. No entanto, a eficácia contra o Clado Ib ainda não foi totalmente estabelecida. Como essa variante é derivada do Clado I, que tem maior letalidade, há preocupação sobre uma possível redução da eficácia vacinal.
Pesquisas em andamento sugerem que indivíduos vacinados ainda podem desenvolver a doença, mas em formas mais leves. Por isso, a vacinação continua sendo altamente recomendada, principalmente para populações vulneráveis.
📌 Como e onde se vacinar no Brasil?
A vacina contra a Mpox está disponível em unidades de referência do SUS para grupos prioritários. Para recebê-la, é necessário:
✔ Ser elegível conforme os critérios do Ministério da Saúde.
✔ Procurar uma unidade de saúde especializada.
✔ Receber duas doses com intervalo de 28 dias.
A vacinação pós-exposição (até 14 dias após o contato) pode reduzir a gravidade da infecção.
Tratamento da Mpox
A maioria dos casos evolui de forma autolimitada, com recuperação entre 2 a 4 semanas. O tratamento é suporte sintomático, mas pacientes com risco aumentado podem necessitar antivirais específicos.
💊 Medidas gerais
✔ Controle da febre e dor com antitérmicos e analgésicos.
✔ Manutenção da hidratação oral ou venosa.
✔ Cuidados com lesões cutâneas para evitar infecções bacterianas secundárias.
🦠 Uso de antivirais: Tecovirimat
O Tecovirimat é um antiviral aprovado para o tratamento da Mpox, indicado para pacientes imunossuprimidos ou com doença grave.
🔹 Mecanismo de ação: Inibe a proteína p37, essencial para a replicação do vírus.
🔹 Indicação: Casos graves, gestantes, crianças pequenas e imunossuprimidos.
🔹 Posologia:
• Adultos: 600 mg VO 12/12h por 14 dias
• Crianças: Ajuste conforme peso corporal
Outros antivirais em estudo incluem Brincidofovir e Cidofovir, usados em casos específicos.
A eficácia do Tecovirimat para o Clado Ib é consideravelmente menor em comparação a outras cepas de Mpox!
O que muda com o Clado Ib da Mpox no Brasil?
A chegada dessa nova variante exige maior vigilância epidemiológica e fortalecimento das estratégias de prevenção e rastreamento de contatos. As autoridades de saúde reforçam a necessidade de testagem rápida e isolamento adequado de casos confirmados para evitar a disseminação da doença.
O primeiro caso registrado no Brasil está sendo acompanhado pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com medidas rigorosas para evitar novos casos.
Conclusão
A Mpox Clado Ib é uma variante mais agressiva da doença, com potencial de maior gravidade e transmissibilidade. O diagnóstico precoce e as medidas de prevenção são essenciais para conter sua disseminação.
O tratamento da Mpox é suporte sintomático, mas casos graves podem necessitar antivirais específicos, como o Tecovirimat. Com o avanço da vigilância e da pesquisa, espera-se uma melhor resposta ao controle da doença no Brasil.
Caso apresente sintomas suspeitos, busque atendimento médico e siga as orientações das autoridades sanitárias. Fique por dentro do blog da InfectoFlix para muitas notícias sobre Doenças Infecciosas!