“A Pseudomonas é igual sogra exigente: quanto mais grave a situação, mais difícil de agradar.”
Brincadeiras à parte, Pseudomonas aeruginosa continua sendo um dos patógenos mais temidos nas infecções hospitalares — seja pela sua virulência, pela sua habilidade camaleônica de resistência, ou pelas escolhas terapêuticas cada vez mais restritas.
Nesta matéria, vamos ilustrar de forma prática como abordar infecções por P. aeruginosa com base em três casos clínicos reais (e desafiadores), interpretando antibiogramas e explicando os mecanismos de resistência por trás da escolha do antibiótico.
Caso 1 – Cistite por P. aeruginosa sensível em paciente imunossuprimida
Mulher, 54 anos, transplantada renal, em uso crônico de tacrolimo e micofenolato, apresenta disúria, urgência miccional e dor suprapúbica. Dado diagnóstico clínico de Cistite, foi prescrito para ela Fosfomicina e foi solicitada uma urocultura com Teste de Sensibilidade aos Antimicrobianos (TSA). Após alguns dias sem melhora dos sintomas, o resultado do exame é disponibilizado:
Caso 2 – Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM)
Caso 3 – Ventriculite associada à derivação ventricular externa (DVE)
Conclusão: conheça seu inimigo (e o antibiograma dele)
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Fontes
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